Pensar literatura sempre é complicado, pois antes de mais nada, é uma forma de produção artística, então é muito difícil pensar que alguns livros são escritos com fins lucrativos, sendo assim, são apenas produtos, enquanto outros são de fato produzidos pelo autor com a finalidade de criação de uma obra de arte. Como discernir o que é cada livro e se temos o direito de classificá-los, visto que o conceito de arte é muito amplo, além de ser único a cada pessoa, inclusive ao autor, que pode escrever por dinheiro, mas considerar que é arte, sendo assim, como poderíamos desmerecer e classificar como mero produto? Enfim, na minha concepção, é uma questão sem resolução.
Ainda sobre literatura, muitas pessoas pensam sobre ela igual ao cinema, tem os filmes/livros cults, bem feitos, inteligentes, memoráveis, premiados, eruditos, e em contra partida, existem os filmes/livros de massa, com roteiros/histórias fracas, meros produtos das industrias cinematográfica/editorial. No entanto, os livros mais simplórios podem abrir portas para o gosto literário, pode criar leitores, que talvez um dia se interessem pela "alta literatura". O livro de massa atinge mais pessoas e têm uma apelo maior, fazendo um bem ao leitor, pois a leitura em si, proporciona diversos benefícios, não importa o tipo de leitura. A pessoa que lê, amplia o vocabulário, desenvolve melhor a capacidade interpretativa e argumentativa, ela escreve melhor e tem maior domínio da sua língua.
Além de que, livros considerados ruins também podem colaborar para o desenvolvimento do pensamento de cada pessoa, as vezes histórias que não são complexas, podem gerar o questionamento do leitor, e não existe nada melhor do que a pessoa desenvolver uma visão crítica e questionadora. Outra questão importante é "como levar o apresso pela leitura e literatura as pessoas?", somos um país de não leitores, as pessoas usam artigos para argumentar, sem terem de fato, lido o artigo na integra, as pessoas respondem textões no facebook, sem ler o texto completo, elas brigam sem prestar atenção nos argumentos, apenas pensando nas próprias respostas.
O Brasil, lamentavelmente, é um país de não leitores, a pergunta mais importante a ser feita é: Como desenvolver nas pessoas o hábito da leitura? Como fazê-las ver que a leitura é uma atividade de lazer? Como mostrar a elas que é uma forma de arte tanto quanto a pintura, a dança, o teatro ou cinema? Como lhes mostrar que o texto pode lhes proporcionar sensações tanto quanto as demais artes? Enfim, pensar literatura sempre é algo complexo e vale a pena dedicarmo-nos a torná-la algo mais acessível e instigante ao público, mas por hora, ficam esses questionamentos para pensar sobre.

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