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Talvez eu não seja uma princesa

em segunda-feira, 28 de maio de 2018


Eu não sou a Bela Adormecida, dormindo, esperando o príncipe vir me salvar. Não sou Branca de Neve que se apaixona a 1ª vista com um beijo sem consentimento. Não sou a Ariel que deixa de lado sua essência e as pessoas que ama, por um homem. Não acredito em contos de fadas, nem esperar em vão por príncipe encantado. Talvez entenderam errado a Cinderela, talvez ela só quisesse uma noite de folga, usar um vestido bonito e sair pra dançar, talvez o amor da vida dela ter aparecido naquela noite, tenha sido um bônus. Talvez eu seja a Mulan que não se enquadra nos padrões impostos de como deve ser uma mulher, mas que é capaz de enganar um exercito, vencer um vilão, honrar a família e salvar toda uma nação. Talvez eu queira ser a Bela, que só quer ler um bom livro e ter com quem conversar sobre ele. Talvez eu já não acredite em contos de fada, em príncipe encantado ou em finais felizes, porque final feliz de verdade é perceber que não devo depender de nenhum homem e de ninguém, além de mim mesma, para eu ser feliz.

Sobre ser mãe

em domingo, 13 de maio de 2018


Sabe aquelas histórias de ser “A experiência mais linda da sua vida”, de que “vai te transformar para sempre”, pois é, ela não é real, pode parecer a coisa mais obvia do mundo o que vou escrever agora, mas parece que é necessário explicar, assim como toda experiência de vida, a maternidade, é algo único para cada ser humano, e sim, pode ser a experiência mais linda e pode transformar para sempre alguém, mas isso não é algo que acontece com toda mãe.

Minha experiência: A gravidez foi terrível, nada de me sentir linda e poderosa, eu me sentia um lixo, um recipiente, algo que existia apenas com a finalidade de dar vida à outra coisa, como se a vida dele, tivesse anulando a minha. Eu vomitei todos os dias por 5 meses, sendo que o normal é vomitar, as vezes, nos dois primeiros meses. Eu perdi 4 quilos durante a gravidez, em vez de ganhar. Eu chorava de tristeza toda semana, não uma vez por semana, mas três, quarto, cinco.

E nos últimos meses de gravidez, parecia que eu já estava gravida há anos, que aquilo nunca teria um fim, parecia que eu tinha parado no tempo, e eu estava esperando que ele nascesse, pra eu voltar a viver, a existir.

Ainda assim, com 4 meses de gravidez, comecei a ter sangramentos e me desesperei, foi quando descobri que não queria perder a criança, com 3 meses e meio, chorei de emoção ao ouvir o coração dele batendo, e durante o parto, tive medo de algo dar errado, de ele não ficar bem, mas não me preocupei naquele momento comigo.

Então sim, minha vida se transformou com a gravidez, e foi no exato momento do parto, não foi na primeira vez que ouvi o coração dele, ou no primeiro ultrassom, ou quando descobri o sexo da criança, ou quando o peguei no colo pela primeira vez. Foi no exato instante que ele saiu de dentro de mim, e senti um medo enorme de tudo no mundo, de qualquer coisa que pudesse fazer mal a ele.

Essa foi a minha experiência, essa foi a minha forma de enxergar a maternidade e começar a vivê-la. Tem pessoas que nunca vão se tornar mãe, mesmo que passem pela gravidez e pelo parto, mesmo que cuidem de seus filhos. Porque o instinto maternal não é como um botão que se aciona dentro da mulher, porque a maternidade não é mágica, e é preciso parar de mistifica-la e impor a mulher a vontade de ser mãe.

Ela se ama mais

em segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018


Não diga

em terça-feira, 16 de janeiro de 2018




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