Maternidade

em quinta-feira, 10 de maio de 2018


Quando se fala em maternidade, a palavra amor é usada de forma incessante, como se esse fosse o sentimento que prevalece sobre todos os outros, mas nem sempre é assim, existem 2 sentimentos que acompanham as mães, tanto quanto o amor:

1º Medo: De que ele fique doente, que se machuque, que não gostem dele na escola, que batam nele, que não consiga fazer amigos, que não aprenda determinada coisa, que não cresça direito, que sofra por amor, que sofra preconceito, medo quando ele sai a noite, medo quando sai de moto, quando vai para longe, medo do que ele vai se tornar... Todo tipo de medo, dos mais bobos aos mais sérios, desde o primeiro momento do nascimento até o último dia que respiramos.

2º Culpa: De dar tudo o que quer, ou de não dar, de trabalhar e por isso não ficar tanto tempo com ele, ou de não trabalhar e por isso não dar tudo o que ele quer, de dizer sim e dizer não, de bater e de dar bronca, culpa por proteger demais ou por ele ter se machucado aquela vez, culpa por ter ficado doente ou se ele vai mal na escola e junto com o medo do que ele vai se tornar, vem a culpa, porque uma parcela do que as pessoas são, é influencia de quem os cria.

E claro, tem o amor, que é responsável por sentirmos o medo e a culpa por nossos filhos, e aqui está um fato: não é tudo tão bonito quanto se conta, nem é o fim do mundo como algumas pessoas gostam de apontar. Não existem as fases boas e ruins, todas as fases tem seus lados bons e ruins, em alguns casos, um dos lados se sobressai. Mas em si, a maternidade não é algo que você ganha, como um presente ou um castigo de Deus, é algo que se vive, é algo que quando você se permite, se torna parte sua e você nem percebe quando isso acontece, porque não é num estalar de dedos, é aos poucos, a cada dia, assim como o amor que sentimos pelos nossos filhos, vai crescendo dentro da gente a cada momento.

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