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Minha lista de paixões literárias

em segunda-feira, 4 de junho de 2018



Meu primeiro amor literário foi pelo Crânio, da série Os Karas do Pedro Bandeira, estranho começar com um tão simplório, ainda mais comparado com os que vem a seguir. Mas o que fazer? Foi minha 1ª leitura em série, e o Crânio era um fofo, gostando da Magri desde os primeiros livros (quando ela ainda tinha uma quedinha péssima pelos outros Karas), sempre adoramos os não-correspondidos. 

Minhas segunda paixão literária eu ainda não superei completamente, sempre retorno suspirando pra esse livro, A Moreninha foi o primeiro Best-Seller brasileiro, mostrando que não importa a época, as mulheres sempre acabam recorrendo a leitura pra encontrar o amor romântico que falta na vida real. O Augusto, protagonista do livro A Moreninha é aquele tipo de personagem que se faz de cafajeste, mas na verdade, é o homem ideal, fiel ao grande amor da vida dele (ou seja, aquele tipo de homem que não existe). Além de inteligente e engraçado, ele tem o dom de falar como os poetas, como não se apaixonar desde o 1º capítulo, ao vê-lo começar uma aposta de maneira tão divertida com seus amigos?

Minha terceira paixão literária (até eu me julgo por isso), foi Edward Cullen, não entrarei na questão de o quanto o livro é ruim ou não, mas devo admitir que uma vez pensando com clareza, o personagem me pareceu bastante falho, o ciúmes excessivo, a relação doentia, abusiva e de dependência, o abandono que tenta ser "altruísta", mas se analisado bem, foi egoísta e irresponsável... Enfim, eu tinha dezesseis anos, é normal ter mau gosto, aquelas atitudes pareciam uma forma de demonstrar amor, acho que não aprendemos corretamente como se deve demonstrar o amor romântico, então nos inspiramos nos livros e filmes, e não tem nada menos próximo a realidade do que o cinema e a literatura romântica. Edward Cullen abriu espaço para eu me apaixonar por uma dezena de personagens do mesmo gênero literário (romance sobrenatural), então encontrei:

Patch da série Hush Hush, e atire a primeira pedra quem não ficou excitada com o personagem, porque aquele anjo é um monumento, diversas cenas de tirar o fôlego e aquele beijo na cozinha, inesquecível! 

Damen Auguste da série Os Imortais participou dos meus sonhos por meses ao encontrá-lo no primeiro livro da saga, mas o amor foi diminuindo com o passar dos livros, esse é um grande problema das sagas longas, as vezes a série nos cansa.

E pra fechar a leva dos personagens sobrenaturais, nada mais, nada menos que Jace de Os instrumentos Mortais, ele super fez eu superar minhas paixões anteriores, o menino com sangue de anjo e de caçador de demônios teve uma paixão proibida, e ninguém resiste a um amor que não pode acontecer, é impossível você não ficar completamente viciada nesse tipo de romance, porque o amor está ali, em cada linha e a gente espera que ele aconteça, mas fica aquela tortura de não se concretizar, como não amar o drama? Nós mulheres amamos o drama! Mas isso é um assunto pra outra postagem... E se você é uma leitora de romances e não se apaixonou por esses personagens, ou você não leu essas histórias, o que é um absurdo, ou você leu errado, e em ambos os casos, leia agora! 

Mas é claro que eu ia me deparar com distopias pra sofrer e ficar numa bad absurda, eu amei Peeta e Quatro, só que ninguém se comparou a Maxon, primeiro porque o cara já era um príncipe de verdade, segundo porque ele é capaz de dar o céu e a terra para quem ele ama (nem vou listar tudo que fez pela América, e se não leu, leia e aprenda como uma mulher deseja ser amada), e terceiro porque ele escreveu cartas de amor (no plural), o homem que escreve cartas de amor merece um pedestal, mas as do Maxon merecem um monumento do tamanho da Estatua da liberdade, sem falar no fato de que ele sofreu na mão da America que não merecia ele, eu que merecia! Ainda não superei esse Crush!

Até aqui... Minhas leituras eram bem decentes, no sentido de serem romances com uma pitada de atração física, mas todas tinham um enredo bem construído, uma aventura interessante e o amor apenas colocava um tempero na história. Mas recentemente, uma amiga me apresentou os romances de época, me iniciando nessa vida com Os Bridgertons, e quem leu sabe que as histórias são engraçadas, do tipo que você não consegue conter o riso mesmo e fica igual idiota não importa onde esteja, e pelo amor de Deus, a tensão sexual que era ocasional nos livros que eu tinha o costume de ler, é algo constante nesse tipo de literatura, além de ter a descrição do ato e tudo mais, não é o tipo de livro que se lê em ônibus.

Uma pausa pra comentar isso, acho lamentável ver pessoas lendo 50 Tons de Cinza, Belo Desastre, ou qualquer livro de literatura erótica em locais públicos e principalmente no transporte, gente, se você não lê esse gênero no conforto da sua cama, de baixo das cobertas, então você não entendeu o intuito da história. Voltando ao romance de época, podem atirar pedra em mim, mas não me apaixonei pelo Duque da Dafhne, o Simon não me ganhou nenhum pouco, acho que tenho aversão a personagens com esse nome, por causa do Simon de Instrumentos Mortais que era muito chato, mas voltando aos anos de 1800, Anthony foi uma paixão construída, porque eu tinha certo receio dele por causa do livro da Dafhne, fui desenvolvendo uma queda por ele com o passar dos capítulos e no final do livro eu já tava me sentindo em abstinência. 

Benedict foi amor a primeira vista, primeiro porque tenho tara em homem alto, segundo porque me identifiquei com ele na questão de ser mais um dos Bridgertons, sou a filha número quatro, sei exatamente como é ser mais uma, e em terceiro lugar, a história dele é uma releitura da Cinderela, não tem como não amar. 

Collin foi um amor que eu já nutria desde o primeiro livro da série, aumentando com o segundo e com o terceiro, e quando finalmente foi a vez dele, minhas expectativas estavam no céu, o que me fez ter uma queda enorme, porque descobri um Collin que eu não esperava, mas ainda estava apaixonada, afinal, são os Bridgertons e é o Collin, que é tipo, o melhor e o mais amado personagem, com um sorriso dele, você perdoa tudo. Os outros Bridgertons que me desculpem, mas só encontrei novamente uma paixão literária no Michael, marido da Francesca, aquele personagem deixa qualquer leitora sem fôlego. Depois é claro que me envolvi em outras paixões, com Os Bedwyns, com os St. John da série Os números do amor, e tantos outros. 

E pra fechar com chave de ouro, não poderia faltar o grande amor da minha vida literária, Mr. Darcy de Orgulho E Preconceito, primeiro lugar, não tem como comparar ele com absolutamente ninguém, segundo lugar, se um homem quer saber como é o amor idealizado, o amor que toda mulher espera receber, ele precisa ler Orgulho E Preconceito. Eu vi uma lista absurda com os 4 motivos para Mr. Darcy ser o homem perfeito, meu bem, eu consigo pensar em 20 motivos em dois minutos. Quer uma paixão literária que não importa quantos livros você leia, você jamais superará? Mr. Darcy! Eu tenho uma penca de irmãs, uma família escandalosa, sou pobre e nunca recusaria um pedido de Mr. Darcy, será que ele não me quer no lugar da Lizzy? Enfim, leia o livro, não viva apenas com a memória do filme, que é bom, ótimo, mas ainda assim, nada se compara ao personagem do livro. 

Por fim, eu gostaria de terminar falando sobre muitas outras coisas relacionadas as paixões literárias, mas por hora, vou apenas listá-las, são minhas indicações pra quem quer se apaixonar um pouco sem se decepcionar. E também vou lembrar que literatura é arte, é pra nos causar um efeito, nos assustar, nos animar, nos emocionar, então antes de apontar o dedo e dizer "nossa, essa pessoa só lê porcaria", pensa que talvez essa pessoa queira fugir da realidade para um lugar onde ela pode se apaixonar com segurança, e isso, não é um defeito. Então não julgue o gosto literário alheio. 

25 coisas que aprendi até meus 25 anos

em domingo, 20 de maio de 2018



Aniversários sempre são complicados, a gente acaba fazendo aquele maldito balanceamento de tudo aquilo que queria ser e ter feito com aquela idade, e aquilo que de fato é e fez, e nunca parece que estamos bem o bastante, que alcançamos o resultado esperado, bom, pelo menos é assim com a maioria das pessoas, não todas, e definitivamente é assim comigo. No entanto, a vida não ser fácil também nos molda como pessoas e vamos aprendendo com o passar dos anos, então 25 coisas que aprendi até meus 25 anos.

01. O tempo cura sim as feridas, mas é preciso deixar que ele faça isso, é preciso encarar os problemas pra eles ficarem no passado,

02. Dificilmente conseguiremos ser as pessoas que queríamos ser aos 15, mas aos 15 ninguém tem ideia do que de fato é a vida adulta,

03. Felicidade não é o que acontece no final de comédias românticas,

04. Sucesso não está relacionado a dinheiro, tem mais a ver com satisfação pessoal, com equilíbrio emocional e psicológico,

05. Os verdadeiros amigos não são aqueles que estão sempre junto com a gente, mas sim aqueles que apesar da distancia, conseguimos manter a amizade inalterada,

06. Não somos tão inteligentes quando achamos que somos,

07. Dificilmente vale a pena o desgaste para provar que está certo, a sanidade mental é mais importante que isso,

08. É preciso colocar o amor próprio na frente de tudo,

09. A felicidade é um conceito diferente para cada pessoa, não é porque algo não te faria feliz, que não faria outra pessoa feliz.,

10. Respeitar a opinião alheia e saber lidar com pessoas de diferentes visões de forma educada e saudável faz parte de ter maturidade,

11. Mais importante do que parecer feliz para as outras pessoas, é tentar de verdade ser feliz, independente de os outros saberem ou não,

12. Por mais que seja fácil atribuir críticas recebidas ao conceito de que a pessoa sente inveja, nem sempre é o caso, muitas vezes, as criticas são por uma necessidade de melhora mesmo,

13. Tentar evoluir, crescer, aprender é importante, mas não te torna melhor que ninguém, e tentar tudo isso pra esfregar na cara dos outros, te torna pior,

14. As pessoas dificilmente vão mudar de opinião só porque você apresentou argumentos e provas, elas acreditam naquilo que lhes é conveniente, e por isso, nem toda discussão vale o tempo perdido,

15. O passado não é mutável, por mais que se sonhe com isso, então é necessário seguir em frente,

16. Não podemos cobrar a maturidade que temos aos 25, das pessoas que fomos aos 15 ou aos 20,

17. Não sair no fim de semana ou viajar nas ferias, não te torna um fracasso, nem menos feliz do que quem saiu e viajou,

18. Em algum momento, a personalidade das pessoas começam a se sobrepor a aparência física, e sua lista de critérios para encontrar alguém, vai mudar drasticamente com o tempo,

19. Não é porque não deu certo pra você, que não vai dar certo pra todo mundo,

20. As experiências ruins vão te moldar pra sempre, mas é preciso ter cautela pra elas não te impedirem de ter boas experiências por medo,

21. Apesar de não existir mocinho vs vilão, ainda assim, mundo ta cheio de gente filha da puta, seja gentil pra equilibrar,

22. Ouvir e tentar conhecer o outro, pode ser muito mais eficaz para ser alguém agradável, do que tentar mostrar todas suas qualidades,

23. Não culpe ninguém pelos seus fracassos ou pelo seu futuro,

24. Nunca se lê livros o suficiente,

25. Tempo é a coisa mais valiosa do mundo e não tem como recupera-lo.

25 Coisas que aprendi sobre o amor até meus 25 anos

em quinta-feira, 17 de maio de 2018


Não importa a idade que temos, o número de experiências amorosas ou o tempo que vivemos elas, parece que nunca sabemos o bastante sobre o amor, ainda mais por que cada relação é única, mas de qualquer forma aqui está uma lista de 25 coisas que aprendi sobre amor e relacionamentos nesses 25 anos de vida:

01. Para saber amar o próximo, é preciso saber amar a si mesmo,

02. Por mais que a ficção indique isso, a felicidade não se baseia em estar numa relação amorosa,

03. Não dar certo com o primeiro amor não é o fim do mundo, porque é apenas o primeiro, não precisa ser o único,

04. O amor se constrói com o tempo, a primeira vista só existe atração física,

05. O amor também pode ser destruído com o tempo, aos poucos e é preciso saber lidar com isso,

06. Amar alguém é tentar conciliar a sua vida com a dela,

07. As bases para o amor é respeitar, confiar, tentar entender e conhecer de verdade a outra pessoa,

08. Dinheiro e atração física não são alicerces fortes para construir uma relação,

09. Amar alguém não é se anular, se colocar em segundo plano,

10. Amar alguém também não é se escorar, depender e esperar que ela te carreguem,

11. Se machuca mais do que faz feliz, é hora de colocar o amor próprio na frente do amor ao próximo,

12. Continuar numa relação só porque não quer "perder o tempo que investiu nela" não é motivo para continuar numa relação, pois, não se perde o tempo que esteve com alguém, de tudo se tira algum aprendizado,

13. Traição não é culpa de amante, e sim do caráter do seu cônjuge/parceiro,

14. Seus relacionamentos de deixaram marcas, mas não podem prejudicar o atual ou o futuro,

15. Não é porquê você foi traída uma vez, que todas as outras pessoas com quem você se relacionar, irão te trair, ou que todo mundo que você conhece trai todo mundo,

16. Não faça com o outro, o quê não quer que façam com você,

17. Dificilmente, alguém vai te tratar como o mocinho do livro que você ama, ou das comédias românticas que você assiste,

18. Aceitar ficar com alguém para não estar sozinho, não é algo inteligente,

19. Perdoar uma traição abre precedente para a pessoa continuar te traindo,

20. Ninguém sabe como de fato vai agir perante certas circunstâncias, apenas tem hipóteses, que pode ou não se cumprir,

21. Ninguém sabe de fato como são os relacionamentos alheios, só quem está dentro dele,

22. Mais importante que demonstração de amor pública, é de fato se esforçar diariamente e com coisas simples para manter o amor,

23. Ciúmes não é demonstração de amor, é de insegurança e falta de confiança,

24. Não existe pessoa certa ou errada, mas existe o momento certo e o errado,

25. Ninguém completa ninguém.

Sobre ser mãe

em domingo, 13 de maio de 2018


Sabe aquelas histórias de ser “A experiência mais linda da sua vida”, de que “vai te transformar para sempre”, pois é, ela não é real, pode parecer a coisa mais obvia do mundo o que vou escrever agora, mas parece que é necessário explicar, assim como toda experiência de vida, a maternidade, é algo único para cada ser humano, e sim, pode ser a experiência mais linda e pode transformar para sempre alguém, mas isso não é algo que acontece com toda mãe.

Minha experiência: A gravidez foi terrível, nada de me sentir linda e poderosa, eu me sentia um lixo, um recipiente, algo que existia apenas com a finalidade de dar vida à outra coisa, como se a vida dele, tivesse anulando a minha. Eu vomitei todos os dias por 5 meses, sendo que o normal é vomitar, as vezes, nos dois primeiros meses. Eu perdi 4 quilos durante a gravidez, em vez de ganhar. Eu chorava de tristeza toda semana, não uma vez por semana, mas três, quarto, cinco.

E nos últimos meses de gravidez, parecia que eu já estava gravida há anos, que aquilo nunca teria um fim, parecia que eu tinha parado no tempo, e eu estava esperando que ele nascesse, pra eu voltar a viver, a existir.

Ainda assim, com 4 meses de gravidez, comecei a ter sangramentos e me desesperei, foi quando descobri que não queria perder a criança, com 3 meses e meio, chorei de emoção ao ouvir o coração dele batendo, e durante o parto, tive medo de algo dar errado, de ele não ficar bem, mas não me preocupei naquele momento comigo.

Então sim, minha vida se transformou com a gravidez, e foi no exato momento do parto, não foi na primeira vez que ouvi o coração dele, ou no primeiro ultrassom, ou quando descobri o sexo da criança, ou quando o peguei no colo pela primeira vez. Foi no exato instante que ele saiu de dentro de mim, e senti um medo enorme de tudo no mundo, de qualquer coisa que pudesse fazer mal a ele.

Essa foi a minha experiência, essa foi a minha forma de enxergar a maternidade e começar a vivê-la. Tem pessoas que nunca vão se tornar mãe, mesmo que passem pela gravidez e pelo parto, mesmo que cuidem de seus filhos. Porque o instinto maternal não é como um botão que se aciona dentro da mulher, porque a maternidade não é mágica, e é preciso parar de mistifica-la e impor a mulher a vontade de ser mãe.

Maternidade

em quinta-feira, 10 de maio de 2018


Quando se fala em maternidade, a palavra amor é usada de forma incessante, como se esse fosse o sentimento que prevalece sobre todos os outros, mas nem sempre é assim, existem 2 sentimentos que acompanham as mães, tanto quanto o amor:

1º Medo: De que ele fique doente, que se machuque, que não gostem dele na escola, que batam nele, que não consiga fazer amigos, que não aprenda determinada coisa, que não cresça direito, que sofra por amor, que sofra preconceito, medo quando ele sai a noite, medo quando sai de moto, quando vai para longe, medo do que ele vai se tornar... Todo tipo de medo, dos mais bobos aos mais sérios, desde o primeiro momento do nascimento até o último dia que respiramos.

2º Culpa: De dar tudo o que quer, ou de não dar, de trabalhar e por isso não ficar tanto tempo com ele, ou de não trabalhar e por isso não dar tudo o que ele quer, de dizer sim e dizer não, de bater e de dar bronca, culpa por proteger demais ou por ele ter se machucado aquela vez, culpa por ter ficado doente ou se ele vai mal na escola e junto com o medo do que ele vai se tornar, vem a culpa, porque uma parcela do que as pessoas são, é influencia de quem os cria.

E claro, tem o amor, que é responsável por sentirmos o medo e a culpa por nossos filhos, e aqui está um fato: não é tudo tão bonito quanto se conta, nem é o fim do mundo como algumas pessoas gostam de apontar. Não existem as fases boas e ruins, todas as fases tem seus lados bons e ruins, em alguns casos, um dos lados se sobressai. Mas em si, a maternidade não é algo que você ganha, como um presente ou um castigo de Deus, é algo que se vive, é algo que quando você se permite, se torna parte sua e você nem percebe quando isso acontece, porque não é num estalar de dedos, é aos poucos, a cada dia, assim como o amor que sentimos pelos nossos filhos, vai crescendo dentro da gente a cada momento.


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